Antares


Quarta-feira , 25 de Novembro


Assuntos da Avaliação Bimestral dos 2º Anos RB:

 

* Geopolítica da água

* Projetos na Amazônia

* Localização geográfica do Brasil

* Atividades na Amazônia

* Mercosul e ALCA

* Conflito Árabe Israelense

* Divisões Regionais do Brasil

Escrito por Stéfanus Nogueira às 22h31
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Quarta-feira , 18 de Novembro


Gabarito dos Exercícios da Apostila 7:

Economia - Aspectos Gerais:

1. a

7. a

8. c

9. c

Extrativismo Vegetal:

1. a

2. c

3. e

7. a

8. d

9. a

Agricultura:

2. b

3. e

8. c

9. b

Produtos Agrícolas:

4. e

5. c

8. b

Pecuária:

3. a

7. c

9. b

Recursos Minerais:

1. b

2. d

3. e

7. e

Produção de Energia:

1. a

4. e

7. d

Indústrias:

2. a

5. c

8. a

10.c

Bons Estudos e uma Ótima Prova na Terça-feira!!!!!

Escrito por Stéfanus Nogueira às 22h17
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Segunda-feira , 16 de Março


PENSAMENTO DO DIA ... EM 1867!

 
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros,

 casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".

Karl Marx, in Das Kapital, 1867.

Escrito por Stéfanus Nogueira às 22h19
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Terça-feira , 24 de Fevereiro


Um convite ao debate

Lembro-me bem, quando um amigo deixou de investir no seu negócio e estava decidido em ir para o mercado de ações.

Investir na Bolsa de Valores. Ele estava estudando e estava bem empolgado. Também, enquanto seu negócio com Avestruzes estava dando prejuízos, a Bolsa de Valores estava dando lucros fáceis, rentáveis e não despendia de encargos sociais, ficais e outros custos com retornos a longo prazo e improváveis.

A Bolsa não, ao contrário necessitava um acompanhamento diário, estudar qual seria o melhor investimento e... APOSTAR.

É lógico que isso exigia uma boa dose de estresse. Mas era um bom negócio.

Mas qual seria o problema dessa questão?

Bom, quando todos, ou a maioria das pessoas deixam de investir em seus negócios e passam a "especular", esse é o termo. Não há geração de empregos, não há circulação de moeda e aí temos uma grande crise. É como todo mundo resolvesse vender seus bens ao mesmo tempo e não tivesse ninguém pra comprar. Até porque, muita gente estaria precisando de vender, mas se há uma grande especulação, muitos vão deixar de produzir.

Enfim, o pior não é isso.

O pior é ter que ajudar apostadores, banqueiros, principalmente, que usam o dinheiro das pessoas pra reimprestar a outros com juros exorbitantes e, a ganância pra mais e mais acumulação de capital, através de mais lucros.

"Nunca o bastante é suficiente".

É preciso mais, cada vez mais.

Mas pior ainda é ajudar esses "jogadores" com dinheiro da população. É como ajudar uma pessoa que está de barriga cheia. Assim é fácil jogar, quando seca a fonte, recorre-se a outras. Aliás, essa é uma atitude de parasitas. É como uma sanguessuga, que enquanto tiver sangue ela está sugando. Acabou, ela vai embora, vai procurar outra fonte.

Assim, há algo ainda pior. Muito pior...

Além de tudo isso, deixar de ajudar, lembrar que pessoas estão morrendo de fome no mundo, necessitando de cuidados médicos básicos.

Só se fala em crise, que temos que comprar, mesmo sem necessidade.

Há uma previsão que se gaste com a tal crise, mais de 4 trilhões de dólares e os efeitos vão demorar pra se reesrabelecer.

Pra acabar com a fome no mundo, algo em torno de uns 100 bilhões de dólares.

E ninguém fala das pessoas que estão morrendo de fome.

Mas coitado dos banqueiros, né? Eles precisam mais do dinheiro do povo, pois suas barrigas estão cheias de uma festa que mais parecia uma orgia e agora estão de ressaca. Enquanto os famintos no mundo inteiro, principalmente na África estão passando fome, pra sustentar países que os exploram.

Vejam as imagens e deixe seu relato, opine, descruze os braços, aja, enquanto é possível.

Texto de Stéfanus Nogueira

Escrito por Stéfanus Nogueira às 12h29
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Segunda-feira , 09 de Fevereiro


 

Muitas vezes assistimos a um noticiário, ou vemos algumas manchetes que a mídia em geral transmiti e não entendemos o que está por trás da verdadeira notícia.

 

Assistir a um noticiário de televisão, de um modo geral, ou melhor, rotineiro, é como ir a um espetáculo, um Show. Helicópteros dão a visão da desordem, uma visão espetaculosa da bem treinada polícia que, tão bem preparada e aparelhada tentam controlar o distúrbio e controlam.

 

A onde está aquela imprensa isenta que tinha um compromisso de mostrar os fatos com o compromisso da verdade, a pura realidade. A mídia tem um papel importantíssimo no desenvolvimento de um país. No momento, creio que o papel da imprensa é de ser um organismo alienador e alienante a serviço do Estado, a serviço das Elites.

 

O texto abaixo do Professor Ricardo Alvarez esclarece e muito sobre o evento em Paraisópolis, na cidade de São Paulo, ao lado do Morumbi, bairro nobre daquela Megalópole.

Stéfanus Nogueira

Leiam e analisem. Uma boa leitura a todos! 

 

Ação da Polícia Militar de SP na segunda maior favela da cidade peca pela agressividade contra pobres e o direito de protestar, mistifica a origem dos confrontos e alimenta a idéia de limpeza social.

Tudo começou com o atropelamento e morte de um garoto que teve duplo azar na vida: nasceu pobre e morreu nos primeiros anos de sua frutífera vida. Seguiu-se ao acidente uma manifestação dos moradores por equipamento público, para coibir novas mortes. Nada mais justo e compreensível.

Na manifestação ocorreram quebradeiras provocadas por garotos que não têm muito a perder, mas não contavam com o apoio dos manifestantes e da Associação de Moradores. Quando se vive no limite, relegado a uma mobilidade restrita numa metrópole repleta de possibilidades, sem a presença efetiva de equipamentos públicos de qualidade, assombrado pela violência, pelo desemprego, miséria, álcool e rendimentos risíveis, a fronteira entre o legal e o ilegal é muito tênue. Não se trata simplesmente de desvio de caráter, ou de vandalismo inconsequente como parte da imprensa e a própria SSP fez crer. Mas o teatro estava apenas no começo.

Paraisópolis é uma grande mancha urbana de pequenos casebres, alta densidade demográfica e com indicadores sociais perversos: apenas 0,45% dos jovens entre 18 e 24 anos estão no ensino superior. Em 1991 o índice era de 1,19%. Apenas 20% do mesmo grupo social estão no ensino médio (Moema tem percentual de 84%) e a baixa escolaridade colabora no desemprego: 1 em cada 4 adultos está sem trabalho. A renda média entre seus moradores é de R$ 367,00 ao passo que na cidade de São Paulo o valor chega a R$ 1.325,00. A degradação persistente da qualidade de vida destas pessoas desceu em profundidade abissal.

Ao seu redor encontramos situação inversa: cercada de edifícios majestosos, casas de alto padrão, com imensos terrenos gramados e arborizados, seguranças particulares e abastecidos de total infra-estrutura. Seus vizinhos gastam mais dinheiro num ano em manutenção das piscinas do que o Estado em educação a estes deserdados urbanos.

Cito esta contradição explícita na paisagem da geografia local para reforçar a idéia de que o convívio permanente entre os socialmente desiguais é sempre explosivo, apesar da repetitiva ladainha que o problema reside na personalidade das pessoas, que a delinqüência vem de berço e a violência está no sangue de alguns. Tolos, não percebem que este mesmo discurso embala as políticas de segurança pública há décadas sem solução definitiva.

Também não façamos coro com a tese dos dois Brasis, pois as relações entre estes dois mundos são próximas. Trabalhar com o doméstica nestas residências é uma das principais fontes de empregos para as mulheres de Paraisópolis e o assistencialismo corre solto e evidencia sua incapacidade em apontar saídas: Kaká doou bolas, ONG´s distribuem alimentos e roupas, a BOVESPA montou uma Biblioteca, Colégio de classe alta da redondeza oferece bolsas de estudos, enfim, ações apoiadas em responsabilidade social que não dão conta de suprir a irresponsabilidade social dos governos constituídos.

Quando carros foram atacados, pneus queimados e comércios destruídos, num ato espontâneo de revolta contra uma realidade insuportável, a resposta foi o show da operação policial. Estar rodeado de ricos e, principalmente, muito próximos do Palácio do Governo de São Paulo, habitado e dirigido pelo Sr. José Serra, foi outro baita azar.

Na ótica do governo, era preciso agir e rápido. Primeiro, a desculpa padrão: a culpa é da própria população que protege os traficantes que atacaram a Polícia. Segundo, uma movimentação policial exemplar: desfile de viaturas pela Marginal do Rio Pinheiros mostrando que o Governador não tergiversa, age. Terceiro, a grande mídia entra em cena: como sempre criando cenários que levam a conclusão imediata de que a ação se justifica, e mortos e feridos são inevitáveis.

O mais irônico é que ocupar casas sem mandato de segurança virou rotina, matar jovens suspeitos, uma necessidade e, aterrorizar a população local, um aviso. Minha suspeita é que por detrás deste modus operandi, que se diga não é uma exclusividade de São Paulo, existe uma política mal disfarçada de redução das pressões populacionais por emprego e serviços públicos, que acomete principalmente crianças e adolescentes pelo Brasil afora. São grupos de extermínio institucionalizados e que comumente recebem aplausos de telespectadores confortavelmente instalados diante de seus televisores, e crentes de que o melhor foi feito.

Poderia haver o caminho do diálogo, sem dúvida nenhuma, houvesse interesse do Gabinete do Governador. O Cel. Ailton Araújo Brandão, comandante da ação em Paraisópolis tem, inclusive, folha corrida a este respeito. Ele foi um dos participantes daquela malfadada reunião ocorrida com a cúpula da Polícia Militar de SP e o PCC, em 2006, quando era Comandante da PM na ponta oeste do estado de São Paulo, justamente onde estavam presos os membros da cúpula da organização. Um ano depois recebeu o título de cidadão prudentino, com direito a almoço e placa da honraria pelos serviços prestados.

O Cel. Brandão apontou seu dedo para as novas tecnologias como culpada pelo sumiço de gravações contra a PM pela morte de 104 pessoas nos confrontos com o PCC. O gravador do 190 falhou e o backup automático também falhou.

Mas ele foi condecorado pela Assembléia Legislativa de São Paulo em setembro de 2007 como Comandante do Policiamento da Capital da Polícia Militar do Estado de São Paulo, junto com o Governador Serra. Recebeu importante medalha dos paulistanos, embora o povo de Paraisópolis possivelmente nem saiba que ela exista. Talvez por isso a raiva.

A PF também chegou ao referido Cel. através da Operação Santa Tereza. Em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo foi revelado um esquema de distribuição de ingressos para uma festa de peão no interior de São Paulo com artistas consagrados. O “mimo” era a contrapartida pelo oferecimento de segurança pública a um prostíbulo privado que lavava dinheiro do BNDES na capital. Vê-se, portanto, que o crime maior não está em Paraisópolis, mas em outros lugares e o Cel. sabe quais são.

A ação da polícia é a síntese de uma imbricada teia de interesses que passa pela definição, a priori, de que pobre em favela é culpado antes de mais nada, de que é preciso fazer alguma coisa contra a criminalidade e é na favela que o tráfico manda. Humilhar pessoas, revistando-as, invadindo suas casas, num show travestido de caça aos traficantes explicita mais do que uma prática condenável, mas um tratamento de choque para um problema social.

A ocupação da favela de Paraisópolis na cidade de São Paulo, neste começo de fevereiro, é emblemática sobre o papel do tucanato diante dos problemas sociais no estado de São Paulo. Para fazer justiça, o Demo Kassab também foi condecorado na Assembléia Legislativa num ambiente agradável e de confraternização.

Pena que enquanto alguns desfrutam deste conto de fadas com dinheiro público outros vivem num inferno constante e são condenados ao castigo da morte lenta e silenciosa. Mesmo vivendo na cidade do paraíso.

Ricardo Alvarez
Professor e editor do Blog Controvérsia
blog.controversia.com.br

Link da matéria no Blog Controvérsia: http://blog.controversia.com.br/2009/02/05/infernopolis-o-pecado-de-ser-pobre/

http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=paraisopolis+sp&um=1&ie=UTF-8&split=0&gl=br&ei=ESWQSbLQJMyatwe2tLCiCw&sa=X&oi=geocode_result&resnum=1&ct=image

Escrito por Stéfanus Nogueira às 09h54
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Sexta-feira , 26 de Dezembro


A todos os que visitaram este espaço

Agradeço a visita e desejo um Feliz 2009!

Este espaço vai estar sempre aberto às mais recentes discussões.

Entre e exponha suas idéias!

Escrito por Stéfanus Nogueira às 18h37
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Sexta-feira , 17 de Outubro


 

A CRISE DA ECONOMIA DOS EUA

 

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

 

Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez...

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.No dia 15 de Setembro/2008, o Lehman Brothers pediu falencia, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Indice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um unico dia, desde a quebra de 1929 ...

Este dia, certamente, será lembrado para sempre na historia do capitalismo.

O texto acima foi enviado pelo Nobre professor e amigo João Paulo Camargo

02/10/2008 17:31

Assunto: FW: A crise dos EUA

Um pouco de Geopolítica... para relembrar os bons tempos..

Prof. JP

 

Escrito por Stéfanus Nogueira às 16h57
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Terça-feira , 02 de Setembro


02/09/2008

Rússia elogia resultado de cúpula da UE sobre a Geórgia


 

MOSCOU (Reuters) - A Rússia elogiou nesta terça-feira o resultado da cúpula de líderes da União Européia sobre o conflito na Geórgia, qualificando a abordagem do bloco como "responsável".

A UE condenou a invasão russa à Geórgia, realizada no mês passado para impedir a tentativa de Tbilisi de retomar o controle da região separatista da Ossétia do Sul. O bloco condenou também o reconhecimento russo da Ossétia do Sul e de outra região separatista georgiana, a Abkházia, como Estados independentes.

Mas os líderes da UE reunidos em Bruxelas não quiseram impor punições imediatas à Rússia e decidiram apenas congelar um novo acordo de parceria.

"Alguns Estados pediram a imposição de sanções sobre a Rússia, além do congelamento das relações com o país", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, na primeira reação de Moscou à cúpula.

"Mas o ponto principal é que... a maioria dos Estados da UE teve uma abordagem responsável e confirmou o curso em direção a uma parceria com a Rússia, percebendo muito bem os benefícios mútuos da cooperação", disse um comunicado do Ministério.

A UE, principal parceira comercial de Moscou, depende muito do suprimento de energia vindo da Rússia. O Ministério das Relações Exteriores disse que a Rússia discorda que o país tenha usado uma "força desproporcional", frase que consta na declaração final da cúpula. Moscou também não gostou dos planos de suspender as negociações do tratado de parceria.

"Nossa cooperação traz benefícios mútuos e o preço disso é tão alto que seria no mínimo insensato arriscar", disse.

Segundo o Ministério, Moscou se compromete a continuar o diálogo sobre todas as questões, incluindo aquelas em que as posições divergem.

A cúpula da UE anunciou também que as relações futuras com a Rússia dependerão de como a Rússia obedecer a um acordo de paz mediado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que viaja a Tbilisi e Moscou na semana que vem para avaliar os progressos do acordo.

O Ministério defende que a Rússia cumpriu todas as suas obrigações.

(Reportagem de Oleg Shchedrov)

Fonte: Reuters

Escrito por Stéfanus Nogueira às 15h09
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Segunda-feira , 18 de Agosto


O fim da era pós Guerra Fria

por M. K. Bhadrakumar [*]

O dia em que a China mostrava a sua potência e estabelecia novas fronteiras para a celebração global, com cerca de 80 líderes mundiais a assistirem a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão da China, deveria ter sido a notícia principal de sexta-feira. Mas os acontecimentos no Cáucaso determinaram que isso não se verificasse.

A morte de milhares de pessoas da separada região georgiana da Ossétia do Sul acabou por ser um momento memorável nas relações da Rússia pós soviética com o ocidente. O ataque georgiano de sexta-feira à Ossétia do Sul foi concebido como uma provocação. O ataque matou 13 soldados russos, feriu 150 e ceifou a vida de 2000 civis, a maior parte cidadãos russos. A capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, foi totalmente arrasada. Mais de 30 mil refugiados cruzaram a fronteira russa.

A crise no Cáucaso do Sul havia estado a construir-se vagarosamente desde que o Kosovo, província em ruptura da Sérvia, declarou independência em Fevereiro. Em Agosto, 45 países haviam sido persuadidos pelos Estados Unidos a conceder reconhecimento ao Kosovo, incluindo as maiores potências europeias: França, Alemanha e Grã-Bretanha. Esperava-se que a Rússia retaliasse com a promoção do secessionismo na Geórgia e na Moldova, mas, ao contrário das expectativas, a Rússia adoptou uma política perspicaz de mobiizar a opinião pública mundial contra o separatismo político.

Tacticamente, satisfazia Moscovo que a Geórgia abrigasse a esperança de que, com a "boa vontade" russa, pudesse ser concluído um entendimento com as suas províncias em ruptura. Por outras palavras, Moscovo esperava trabalhar no plano diplomático conseguindo que a Geórgia correspondesse à "boa vontade" russa e ao seu espírito de acomodação. Colocado de forma simples, Moscovo esperava que em compensação Tíflis seria sensível aos interesses da Rússia no Cáucaso.

Sempre existiu dentro do Kremlin o corpo de opinião significativo de que a Geórgia nunca esteve irrevogavelmente perdida para os EUA a seguir à "revolução colorida" de Novembro de 2003, e que com paciência e tacto e um jogo criterioso dos factores da história, da cultura e dos laços económicos, Tíflis podia ser levada a apreciar que relações amistosas com Moscovo eram vantajosas a longo prazo. Na verdade, também existia em Tíflis a tendência de opinião semelhante – embora de uma forma muda – de que o futuro da Geórgia não pode ser antagónico em relação à Rússia e que uma correcção de rota pelo regime do presidente Mikheil Saakashvili era adequada.

Quando uma crise económica e a ilegalidade aumentavam na Geórgia, no passado recente, a diplomacia russa começou a mudar as marchas em Tíflis, encorajando os elementos que apoiavam melhores relações com Moscovo. Até um certo ponto, Moscovo estava correcta em fazer isso. Mas ela deixou de ver que da perspectiva de Saakashvili, quando o seu regime autoritário se tornava cada vez mais impopular e o entulho da má governação, corrupção e venalidade começou a acumular-se, valia a pena incitar à xenofobia. A Rússia era o alvo melhor, pois nada inflama mais as paixões georgianas do que a questão da integridade do país.

Eis porque Moscovo protestou quando se começou a saber que, com encorajamento dos Estados Unidos, Tíflis estava a embarcar num plano para aumentar dramaticamente o seu orçamento militar em 30 vezes. Este movimento georgiano verificou-se em conjunto com a crescente assistência dos EUA no treino do exército georgiano. Moscovo começou a perguntar a questão pertinente de com quem Tíflis encarava entrar em guerra.

Moscovo propôs então um acordo comprometendo todos os protagonistas a não utilizarem a força para dirimirem as suas diferenças. Mas Tíflis não aceitou tal acordo. Nem tão pouco Washington convenceu Tíflis a aceitar um acordo deste tipo. Não só isso: Washington fechou os olhos quando fornecimentos clandestinos de armas começaram a ser entregues em Tíflis. Em Julho, o Departamento da Defesa dos EUA financiou um exercício militar com a Geórgia. Em retrospectiva, o ponto de viragem deu-se quando a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, visitou Tíflis no mês passado.

Saakashvili buscou inspiração nas declarações de Rice que endossavam o pedido da Geórgia de ser tornar membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e de apoio aberto à posição da Geórgia no seu impasse com a Rússia. É um ponto discutível se Saakashvili retirou unilateralmente conclusões do gesto diplomático de Rice ou se um entendimento tácito Washington-Tíflis teve lugar.

De qualquer modo, Saakashvili soltou os cães da guerra um mês após a visita de Rice a Tíflis. E ele actuou com um cronograma imaculado – quando o presidente russo Dmitry Medvedev estava em férias de Verão e o primeiro-ministro Vladimir Putin havia deixado Moscovo para comparecer à cerimónia de abertura das Olimpíadas. No cômputo geral, é inconcebível que Washington estivesse às escuras acerca de como a cabeça de Saakashvili estava a funcionar.

Ficamos com uma sensação de estar numa máquina do tempo, de volta à Guerra Fria. Os mestres conspiradores em Washington agora observarão intensamente como a liderança de Medvedev no Kremlin manuseia a crise. Eles procurarão por pistas para saber se tem o punho de ferro e os nervos de aço de Putin. Quando Putin tomou posse em 2000, um teste semelhante aguardava-o na Chechenia. Ele começou a fazer o que a Rússia tinha de fazer. Mas os tempos haviam mudado. Ventos gélidos haviam começado a soprar nas relações Leste-Oeste.

Na verdade, subsiste a questão: o que são as opções da Rússia? Uma enorme catástrofe humanitária precisa ser evitada quando muitos milhares de civis ossetianos jazem enterrados nas ruínas deixadas pela ofensiva em grande escala da Geórgia, apoiada por tanques, aviões de combate, artilharia pesada e infantaria. Enquanto isso, a Rússia deve actuar com uma mão amarrada atrás das costas. A propaganda ocidental está ansiosa por avançar.

O think tank Stratfor, que muitas vezes reflecte a comunidade americana de inteligência, já descreveu isto como a chegada do "momento de definição" na era pós Guerra Fria e que o mundo está a testemunhar "a primeira grande intervenção russa desde a queda da União Soviética [em 1991]". O Stratfor considerou que as antigas repúblicas soviéticas que fazem fronteira com a Rússia estariam agora "terrificadas quanto ao que enfrentam no longo prazo".

Tíflis também comutou para a retórica. O presidente georgiano, educado nos EUA, disse: "Isto não é mais acerca da Geórgia. É acerca da América, dos seus valores". Lá longe, em Pequim, o presidente George W. Bush concordou imediatamente.

Bush disse estar "profundamente preocupado" e que a intervenção russa é uma "escalada perigosa" ... perigando a paz regional". E acrescentou: "Apelamos a um fim nos bombardeamentos russos, e a um retorno das partes ao status quo de 6 de Agosto".

Mas ao estalar a violência, a Rússia tentou fazer com que o Conselho de Segurança das Nações Unidas emitisse uma declaração apelando à Geórgia e à Ossétia do Sul para deporem armas. Contudo, Washington desinteressou-se. Como disse o embaixador russo nas Nações Unidas, Vitaly Churkin, havia uma "ausência de vontade política" dentro do Conselho de Segurança. Parece que Washington esperava que pudesse ser trabalhada uma permuta (quid pro quo) também com uma nova resolução do Conselho de Segurança a impor sanções mais duras ao Irão, a qual os EUA tinham estado a pressionar, e a Rússia até então a resistir.

O que é o plano de jogo dos EUA? Para começar, Saakashvili é um rebento da "revolução colorida" na Geórgia, a qual foi financiada, encenada e administrada pelos EUA em 2003. A Geórgia e o Cáucaso do Sul constituem uma região criticamente importante para os EUA uma vez que assenta uma movimentada rota de transporte para energia – como o Oceano Índico ou o Golfo Pérsico. Ela pode ser utilizada como um ponto de obstrução (choke point). Dito simplesmente, mantê-la sob controle como uma esfera de influência é altamente vantajoso para atingir os interesses geopolíticos dos EUA na região euroasiática. Uma reversão da influência russa torna-se portanto um objectivo desejável.

A geopolítica da energia está no núcleo do conflito no Cáucaso. Os EUA sofreram uma série de grandes reveses nos últimos dois anos no grande jogo da energia do Cáspio. O êxito de Moscovo em conseguir que o Turquemenistão comprometesse virtualmente toda a sua produção de gás para exportação junto ao gigante Gazprom foi uma pancada estonteante para a diplomacia americana da energia. Analogamente, os EUA fracassaram em conseguir que o Casaquistão jogasse fora os seus estreitos laços com a Rússia, especialmente o acordo para encaminhar suas exportações de petróleo primariamente através de oleodutos russos.

Em consequência, há incertezas acerca da viabilidade do muito falado projecto de oleoduto Baku-Tíflis-Ceyhan, o qual foi contratado em 2005 com financiamento e apoio político aberto dos EUA. Analogamente, o
projecto South Stream da Rússia destinado a transportar gás russo e do Cáspio para os Balcãs e os países ao Sul da Europa e o fracasso do projecto do gasoduto Nabucco patrocinado pelos EUA (o qual em termos gerais tem a mesma orientação do South Stream) surgiram como derrotas para Washington.

Em termos geopolíticos, um ponto explosivo no Cáucaso nessa conjuntura satisfaz Washington. Uma furiosa barragem de propaganda contra a Rússia já começou. Ela já está num tom estridente. Declarações estado-unidenses virtualmente ignoraram a carnificina georgiana na Ossétia do Sul e o ataque às forças russas de manutenção da paz. O foco é sobre a resposta russa à provocação georgiana. Começou uma tentativa de retratar a Rússia como o agressor. Washington está a cultivar cuidadosamente nas capitais ocidentais a opinião de que Moscovo está a "intimidar" Tíflis.

Esta propaganda é destinada a fortalecer a argumentação de Washington para introduzir a Geórgia na NATO. Na cimeira da NATO em Abril, ficou evidente que apesar das suas fortes tentativas durante meses, Washington precisava ultrapassar a resistência interna da NATO quanto à incorporação da Geórgia, especialmente da Alemanha, França e Itália. Os países europeus cuidam-se de provocar Moscovo e criar novas barreiras Leste-Oeste, especialmente num momento em que os imperativos de segurança energética estão nas cabeças de toda a gente.

Foi portanto trabalhada uma fórmula de compromisso na cimeira na Roménia no sentido de que os ministros de Negócios Estrangeiros da NATO na sua reunião de Dezembro revisitarão a questão do pedido de adesão da Geórgia. Rice tornou claro na Roménia que os EUA não estavam em vias de desistir e afastar-se, mas que insistiriam na questão. Agora, a reunião de Dezembro também será o último grande evento da NATO na era Bush. A Geórgia tem sido um projecto acarinhado da administração Bush, e a sua admissão na NATO seria uma herança requintada da era Bush. A guerra no Cáucaso nesta conjuntura foi conveniente para a administração Bush pressionar a introdução da Geórgia (e da Ucrânia) na NATO.

O ingresso da Geórgia na NATO tem implicações estratégicas de extremo alcance. Com introdução da Geórgia, a NATO transpõe a região do Mar Negro e aproxima-se da Ásia. Isto constitui um grande salto em frente para a aliança, a qual até recentemente nem mesmo estava certa – ostensivamente, pelo menos – do seu destino pós Guerra Fria no século XXI.

O ingresso da Geórgia na NATO assegura que o arco de envolvimento da Rússia pelos EUA é fortalecido. Ligações à NATO facilitam a instalação do sistema de defesa de mísseis estado-unidense na Geógia. Os EUA pretendem ter uma cadeia de países amarrados a "parcerias" com a NATO para servir o seu sistema de defesa de mísseis – estendendo-se desde os seus aliados no Báltico e na Europa Central, Turquia, Geórgia, Israel, Índia e indo até à Ásia-Pacífico.

Na perspectiva de Washington, não há nada como conseguir que a Rússia se atole no Cáucaso se isto sapa a capacidade da Rússia de desempenhar um papel efectivo no cenário mundial. Isto tudo é tão evidente que Moscovo temia uma guerra total a irromper no Cáucaso e estava desesperadamente ansiosa por evitá-la.

Moscovo é fundamentalmente adversa a qualquer confrontação com o ocidente. Sua política externa dá prioridade principal à integração da Rússia com a Europa. Mas a melhor esperança de Washington é que com algum grau de "isco para urso", em algum momento Moscovo perderá a paciência e atacará, mesmo que isso possa afectar a imagem da Rússia na Europa.

Na verdade, se Moscovo se concordar com o antigo pedido da Ossétia do Sul para se tornar parte da Federação Russa, isto será transformado em ração para a crítica ocidental de que um Kremlin "revanchista" anexa territórios. Mas se Moscovo permanecer passiva, o Cáucaso poderia tornar-se a "ferida sangrenta" da Rússia e o prestígio de Moscovo no espaço pós-soviético diminuiria.

Em suma, isto camufla a lógica de que Saakashvili actuou impulsivamente. Os georgianos têm uma reputação de serem coléricos, mas ele também é um jurista – treinado nos EUA. Não é possível que ele seja tão ingénuo acerca dos factos da vida e da certeza de que ficaria com o nariz sangrento se tentasse enfrentar o exército russo.

O que são os factos? De acordo com a Jane's, a Geórgia tem 26.900 militares contra 641 mil da Rússia; 82 tanques de batalha contra 6.717; 139 veículos blindados para transporte contra 6.388; e sete aviões de combate contra 1.206. Mais: há indicações de que na segunda-feira a Geórgia retomou o bombardeamento de Tshhinvali e de posições russas na região, matando mais três russos da força de manutenção da paz. As perdas militares russas elevaram-se agora a 18 mortos, 14 desaparecidos e mais de 50 feridos.

No domingo aviões militares dos EUA transportaram 800 tropas georgianas que serviam no Iraque, juntamente com "cerca de 11 toneladas de carga, de volta à Geórgia". A visão convencional levar-nos-ia a acreditar que os EUA mal podem permitir-se um "abandono" georgiano do Iraque. O contingente de 2000 georgianos estava envolvido na tarefa sensível de impedir que milicianos xiitas contrabandeassem armas através da fronteira iraniana. Como disse um académico americano, "Uma ponte aérea americana de 2000 tropas georgianas para combater tropas russas nesta conjuntura não parece amistosa para com Moscovo".

A questão é que a administração Bush não se pode permitir fracassar nesta aventura caucasiana. Ela será vista como tendo sangue desnecessário nas suas mãos a menos que a diplomacia dos EUA tenha êxito em mudar as coisas a seu favor e levar o assunto à sua conclusão fria e lógica – a introdução da Geórgia na NATO.

Washington tem escassos quatro meses para alcançar este objectivo. Mas não é uma exigência absurda. Se a administração Bush tiver êxito, uma página da história será escrita. Poderemos conclusivamente dizer adeus à era pós Guerra Fria. As relações da Rússia com a Europa e os EUA nunca poderão ser as mesmas outra vez. Foi derramado sangue, afinal de contas. A significância das Olimpíadas de Pequim, em comparação, empalidece.

[*] Diplomata de carreira do Indian Foreign Service. Suas missões incluíram a União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia.

O original encontra-se em
http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/JH13Ag02.html


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

 

Escrito por Stéfanus Nogueira às 17h31
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Terça-feira , 22 de Julho


Olá Caríssimos alunos e amigos!

POEMA DA GRANDE TRANSFORMAÇÃO 

-Luis Augusto Cassas  -             

 

A primeira vez

que a morte passou pela minha vida,

caíram-me por terra

a coroa do império, o cetro do orgulho,

o castelo da vaidade.

E fui ficando mais leve

do enorme peso da vida.

 

A segunda vez

que a lâmina da Morte passou pela minha vida,

cortou-me os braços

e todo o apego fugiu-me por entre os dedos.

E fui ficando mais livre

do enorme peso de existir.


A terceira vez
que a lâmina da morte passou pela minha vida,
cortou-me as pernas
e aprendi a caminhar com os próprios passos.
E fui ficando mais livre
do eterno peso de existir.

A quarta vez

que a lâmina da Morte passou pela minha vida,
rasgou-me o horizonte do coração
e todas as estrelas do futuro
caíram-me aos pés.
E fui ficando mais solto
do pesado fardo de Ser.
 

A enésima vez
que a Morte passou pela minha vida,
já estava podado
de quase todos os excessos do ego.
Separado o espesso do sutil, 
reduzido à essência do Ser.
E fui ficando mais leve
do aéreo peso da vida.
 

A última vez
que a morte passou pela minha vida,
decepou-me o pescoço e a esperança.
Minha cabeça rolou pelos campos de toda memória.
Estava livre de todo o excesso da matéria
e comecei a viver... 

Escrito por Stéfanus Nogueira às 18h17
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Sábado , 03 de Maio


"A Leitura é o alimento do intelecto"

Stéfanus Nogueira

Escrito por Stéfanus Nogueira às 12h14
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Sexta-feira , 02 de Maio


29/04/2008

Crise alimentar é nova ameaça à Amazônia

 

Por Stuart Grudgings

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Enormes extensões ociosas do território brasileiro poderiam ser parte da solução para a crise alimentar mundial, mas há o risco de que o atual aumento nos preços alimentícios estimule a devastação da Amazônia.

 

Especialistas dizem que o desmatamento da selva acompanha de perto os movimentos do mercado global de alimentos, já que os produtores da fronteira agrícola brasileira reagem à perspectiva de maiores lucros derrubando e queimando matas para abrir novos espaços para plantações e pastos.

"Na beira da fronteira agrícola isso é muito dinâmico, e por isso você vê estatísticas de desmatamento que variam tanto de um ano para o outro", disse Roberto Cavalcanti, da ONG Conservação Internacional.

"Uma pequena mudança nos preços dos alimentos pode ter um grande impacto sobre se é economicamente vantajoso ou não avançar sobre a floresta", acrescentou.

O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, sugeriu na semana passada que a ocupação da Amazônia poderia ser uma solução contra o aumento nos preços de gêneros essenciais, como o arroz, o que ameaça levar a fome para milhões de pessoas no mundo.

"A declaração do governador vem em um momento em que a Amazônia se encontra sob fogo cerrado. Depois do anúncio do aumento nas taxas de destruição florestal, da apresentação de um projeto na Câmara dos Deputados que amplia o desmatamento em áreas privadas da Amazônia e de uma medida provisória que anistia grileiros, o agronegócio brasileiro vem querer aproveitar a crise mundial de alimentos, de maneira oportunista, como justificativa para o ataque à floresta", disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, em nota.

O Brasil é um importante exportador de alimentos como soja e carne, um setor que vem crescendo devido à forte demanda na Europa e na China.

A fronteira agrícola avança pela Amazônia, mas especialistas dizem que há 50 milhões de hectares de áreas degradadas que poderiam ser reutilizadas, de modo a ampliar a produção sem destruir mais a floresta.

"Estamos tentando que os produtores tenham acesso a novas tecnologias para que não tenham de avançar sobre novas áreas", disse a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comentando na semana passada as declarações de Maggi.

Mas a falta de políticas públicas e fiscalização faz com que a economia ainda atue contra a floresta, que perdeu um quinto da sua extensão -- uma França inteira -- desde a década de 1970.

"Ninguém [no governo] diz como recuperar essa área, porque na bacia Amazônica é mais fácil e barato cortar árvores do que recuperar o solo degradado", disse Paulo Moutinho, do Ipam (Instituto de Pesquisas da Amazônia, com sede em Brasília).

O desmatamento bateu um recorde em 2004, quando o preço das commodities agrícolas estava baixo e o real estava desvalorizado, o que estimulava as exportações.

Entre agosto e dezembro de 2007, cerca de 7.000 quilômetros quadrados da floresta foram derrubados, o que coincidiu com o aumento dos preços agrícolas. Após três anos de declínio, o índice de desmatamento em 2007 fechou em alta.

Em resposta, o governo lançou a operação "Arco de Fogo", a maior já realizada contra a extração ilegal de madeira, o que levou a imponentes operações em fevereiro no Pará.

Centenas de policiais e agentes ambientais do Pará, Mato Grosso e Rondônia estão impondo multas, fazendo prisões e confiscando toras, mas a vastidão do território torna difícil conter a atividade ilegal.

Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra, disse que um estudo preliminar mostrou que menos de 1 por cento das multas impostas durante a operação foram pagas.

Dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que no primeiro trimestre mais 1.500 quilômetros quadrados de floresta sumiram, uma cifra elevada, levando em conta que era a estação úmida.

"Se não houver fiscalização, a correlação entre o preço das commodities e o desmatamento será alta. Se houver fiscalização, veremos essa correlação em relação ao aumento da produtividade", disse o cientista Carlos Nobre, do Inpe.

Fonte: Reuters

Escrito por Stéfanus Nogueira às 17h54
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Escrito por Stéfanus Nogueira às 17h01
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11/04/2008 - 18h03

Biocombustíveis são responsáveis por disparada dos preços alimentares, diz Bird

da France Presse, em Washington
com Folha Online

O forte aumento da produção de biocombustíveis nos Estados Unidos e na Europa é um fator importante da disparada dos preços dos alimentos no mundo, pressão que é responsável por tumultos no Haiti e na África, considerou nesta sexta-feira o presidente do Bird (Banco Mundial), Robert Zoellick.

"Os biocombustíveis são sem dúvida um fator importante" no aumento da demanda em produtos alimentares, afirmou Zoellick em entrevista à rádio pública americana NPR.

"Está claro que os programas públicos na Europa e nos Estados Unidos acarretaram um aumento da produção de biocombustíveis, o que provocou a intensificação da demanda em produtos alimentares", explicou.

O preço do milho, utilizado na produção de álcool, dobrou nos dois últimos anos devido à forte demanda. "É preciso reconhecer que o aumento da demanda em biocombustíveis tem um impacto em todos os preços dos produtos alimentares, e isso representa um grave perigo em algumas partes do mundo, como no Haiti ou na África", frisou Zoellick. "Espero que isso vá estimular os Estados Unidos, os europeus, os japoneses e os outros a trazerem seu apoio para responder a esta situação de emergência", comentou.

A disparada dos preços alimentícios e da energia motivou nesta semana violentos protestos no Haiti e no Egito, assim como uma greve geral em Burkina Faso. Na nação caribenha morreram pelo menos cinco pessoas por causa das revoltas.

Ontem, em Haia, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu os biocombustíveis. Lula afirmou que os recentes aumentos nos preços dos alimentos indicam que é necessário produzir mais em nível mundial, mas que não se pode culpar o investimento nos biocombustíveis pela pressão.

Também ontem, Zoellick pediu uma ação internacional "imediata" para enfrentar a situação de emergência em países em desenvolvimento por causa do aumento do preço dos alimentos.

"Em primeiro lugar para a crise imediata, a comunidade internacional deve cobrir pelo menos o vácuo de US$ 500 milhões no programa alimentar das Nações Unidas para satisfazer as necessidades de emergência", disse Zoellick. Segundo ele, o efeito da atual crise alimentícia na redução da pobreza em nível mundial equivale a sete anos perdidos.

Se manifestaram ainda sobre o assunto o primeiro-ministro britânico, Gordon Brow, a ONU (Organização das Nações Unidas), o FMI (Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o representante da FAO (Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação) para América Latina e Caribe, José Graziano.

O aumento dos preços está na pauta das próximas reuniões do Bird e do FMI (Fundo Monetário Internacional) neste fim de semana, em Washington.

 

Escrito por Stéfanus Nogueira às 16h59
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Este blog destina-se aos estudos mais amplos e críticos da Geografia e suas discussões

Escrito por Stéfanus Nogueira às 16h29
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